Reveillon em Buenos Aires

Quem me acompanha por aqui ou pelas redes sociais, já sabe que viajei no fim do ano para Buenos Aires, numa loucura absoluta. A ideia inicial das nossas mini férias, era partir para Capitólio, mas as opções de hospedagem estavam esgotadas. Depois, iniciei um roteiro para Petrópolis, Teresópolis e algumas cidades de Minas Gerais, mas, me deparei com o mesmo problema, hospedagens escassas.

Sem destino para o réveillon até então, no dia de natal, eu e minha irmã ficamos caçando, literalmente, passagem para qualquer lugar fora do Brasil. Foi então que apareceu um voo de ida para Buenos Aires por míseras 9 mil milhas. Agarramos e nem sequer pensamos na volta. Como o Brasil é um destino muito procurado pelos argentinos nas férias, a volta estava de doer. Vale lembrar aqui que a Argentina tem uma das taxas de embarque mais caras praticadas atualmente.

Chegamos na sexta, dia 30 de dezembro e ficamos até a quarta-feira, ou seja, tivemos seis dias para aproveitar a “Paris da América Latina”, como assim eles se denominam! Maaas, na verdade foram cinco dias, porque o primeiro dia do ano é um dia morto em Buenos Aires. E é sobre isso que vou falar neste post.

Se você pretende passar o Réveillon por lá, é bom se hospedar em algum hotel que tenha lazer próprio, como piscina, sauna, sala de jogos (não foi o nosso caso! rs), enfim… no primeiro dia do ano, quase NADA abre por lá. Nosso roteiro estava com bastante folga (quem quiser, posso enviar por email), então deixamos este dia livre para andarmos pelo bairro Palermo. Porém, nem os parques, como o Rosedal ou o Botânico abrem. Palermo é um bairro boêmio e tem muitos bares e restaurantes, mas todos estavam fechados. Confesso que ficamos um pouco decepcionados, andamos muito e acabamos voltando pro Centro, onde estávamos hospedados, pra encontrar algum restaurante aberto pra jantar. E também foi bem difícil. Mas, vale citar aqui que o Hard Rock Café abre! Um dia antes passeamos pela Recoleta e acabei perguntando sobre os horários no feriado.

A queima de fogos acontece em Puerto Madero e é bem bacana, porém, achei um pouco perigosa. Ficamos na Ponte de La Mujer e os fogos são soltos da calçada mesmo, nas laterais do Rio de la Plata, no meio das pessoas. Ah! Estava bem cheio, então chegue cedo para encontrar um bom lugar. A maioria dos restaurantes de Puerto Madero oferecem pacotes para a ceia, mas os preços são quase sempre em dólar e beeem salgados, apesar de servirem jantar completo e contar com aquela baladinha básica! rs

Alguns restaurantes vendem bebida, mesmo para quem não fez reserva, mas já aviso: foram as águas mais caras de toda a nossa viagem! rs – verdade seja dita, a Argentina anda bem cara para nós brasileiros. Outra dica pra quem não quer gastar muito, é fazer o que fizemos: fomos até o Carrefour (bem comum por lá) e compramos alguns pães, queijos e frios. Levamos pro hotel e pouco antes da meia noite, ceiamos e brindamos o ano novo por lá mesmo. Nosso hotel ofereceu a área do café da manhã para os hóspedes e toda a estrutura (pratos, talheres, etc.), então foi bem confortável.

Não sei dizer referente à táxis para voltar de Puerto Madero na noite de ano novo, porque fomos e voltamos a pé. Muita gente faz isso e é comum ver o pessoal andando pra lá e pra cá. Achamos bem seguro também. Ah! Um detalhe, bem importante por sinal: faz muuuito calor na Argentina nessa época, então prepare-se: na noite da virada, chegamos no hotel por volta das duas da manhã e estava 38º C, acreditem! Nos próximos posts conto mais sobre o roteiro e os lugares diferentes que visitamos por lá.

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