O que a Bolívia me ensinou

Muitas coisas na verdade. Descobri da melhor forma possível (viajando), que largar tudo pra viajar o mundo em uma aventura, não é pra mim.

Faz um ano que viajei pro Deserto do Atacama no Chile, pra Bolívia e pro Peru, tudo junto, numa mesma viagem. Inclusive, já fiz um post exclusivo do Atacama aqui.

O que nunca contei aqui (antes tarde do que nunca né folks) é que essa viagem me fez desistir da ideia de me jogar no mundo. Sabe aquele sonho de largar tudo e sair viajando, então…

Eu vivia com essa ideia em mente, de conseguir conhecer todos os países do globo. Mas isso acabou no momento em que eu pisei na Bolívia.

Me deparei com uma realidade muito diferente da minha. Eu sei que no Brasil também temos pobreza e que a vida é igualmente difícil em muitas partes do nosso país, mas de uma forma que eu nem sei se vou conseguir explicar, a Bolívia mexeu comigo.

Não sei se vocês sabem mas a pobreza atinge 60% da população boliviana. Lá não tem grandes redes, principalmente de fast food, como é comum na maioria dos países. Conheci a capital La Paz e a impressão que eu tive é que eles pararam no tempo. E talvez tenham parado mesmo.

La Paz

Claro que esse post é baseado na minha experiência e na minha percepção, pode ser que você se encante com o país, vai saber! Mas pra mim, foi muito difícil encarar a realidade de um povo simples que parece que se recusa a evoluir tecnologicamente e economicamente.

O deserto de sal é lindo, não tem como negar. Inclusive recomendo muito essa experiência, seja saindo da cidade de Uyuni como eu fiz ou fazendo um passeio direto do Atacama. Ainda vou fazer um post contando essa aventura em pleno Réveillon! rs

Salar de Uyuni

Quando eu saio de casa pra fazer uma viagem dessas, repleta de experiências completamente diferentes das que eu já vivi, eu me preparo psicologicamente antes. Saio de casa sem escudo, pronta pra viver tudo que eu tiver direito (ou quase tudo). Guilherme que me ensinou isso e levo pra vida desde então!

Pra mim, viajar faz parte do processo de auto conhecimento e se expor a novas culturas e novas oportunidades é indispensável pra esse descobrimento. Por isso sempre encorajo as pessoas a viajarem, sozinhas, acompanhadas, seja como for.

Entendi que escolher e selecionar destinos específicos, que tenham a ver com a minha essência, podem me fazer mais feliz. Viajar com um mochilão, mas por um período de tempo determinado, é o suficiente pra mim. As pausas no meu caso, são extremamente necessárias.

Viajei durante 26 dias pelo México. Tive contato com lugares bem diferentes, mas nenhuma mudança foi extrema. A Bolívia, ela definitivamente me chocou e ao mesmo tempo, me ensinou muito sobre quem eu sou. Louco isso, né?!

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